Thor : Ragnarok

Thor : Ragnarok

A convite do Cine Roxy fomos conferir mais um filme integrante do Universo Cinemático da Marvel, Thor : Ragnarok.

Sou muito fã dos filmes de super heróis da Marvel, e mais uma vez digo que valeu a espera. Thor : Ragnarok consegue colocar na medida certa o humor e a ação que nós sempre esperamos ver.

Thor é um dos heróis da formação dos Vingadores e até então era retratado como um personagem forte e acima da média. No novo longa ele consegue ganhar mais personalidade e tem uma renovada merecida em sua história.

O filme segue a linha de Guardiões da Galáxia e se assemelha muito com Deadpool, envolvendo mais momentos satíricos sem perder a linha e deixar de contar uma boa história.

Se você não imaginava que o Thor pudesse ser divertido vai se surpreender com o tom deste filme. Graças a um Chris Hemsworth atuando com mais leveza, a um elenco de apoio excelente, trilha sonora pra lá de satisfatória e efeitos majestosos.

Um dos pontos altos do filme é a volta de Loki. Tom Hiddleston retorna a franquia Marvel com um personagem bem melhor elaborado, ganhando mais falas e participação (além de continuar sendo o vilão pastelão que tanto adoramos).

A interação entre Thor e Loki é muito boa. O Deus da Trapaça ganha mais realidade e suas mudanças entre bonzinho e vilão são muito bem balanceadas.

Outro personagem conhecido que participa é Hulk. Mark Ruffalo aparece pouco,deixando o estrelismo para o Hulk que está bem mais consciente e falante. Bem diferente de sua estréia em Vingadores (2012).

A atriz Tessa Tompson ficou muito bem de Valquíria. A personagem é uma ajudante do Grão-Mestre (interpretado por Jeff Goldblum)  que sequestra pessoas para serem combatentes em sua arena. Logo que ela parece em cena vemos uma personagem com jeito bad-ass e cheia de atitude.

Cheguei a questionar assistindo o filme por que a Marvel demorou tanto para colocar portagonistas femininas em foco na franquia. Convenhamos, se você se lembra de Vingadores (2012) e Vingadores – A era de Ultron (2015) percebe que a Viúva Negra só fala após cada fala masculina, e a Feiticeira Escarlate mais brinca com suas mãos do que dialoga. Desde os Guardiões da Galáxia esse cenário vem mudando com as personagens Gamora e Nebulosa.

O que me leva agora a falar da vilã Hela. Interpretada pela atriz Cate Blanchett, a vilã de Asgard é simplesmemte maravilhosa, porém fica limitada em cena. Hela esbanja charme e sensualidade, e tem sede de poder. Mas mais do que poder, Hela quer que a verdade seja revelada.

Essa parte me incomodou um pouco, e corro o risco de soltar um pouco de spoilers desta frase para baixo. Então ATENÇÃO PARA OS PRÓXIMOS PARÁGRAFOS.

Hela cresceu com a determinação da Guerra. Foi influenciada por outrém de que para construir um império é preciso acabar com outros. O que nos leva ao dilema : será que Hela é realmente alguém mal por natureza?

E isso fica meio perdido no filme, sem esclarecimentos e não é levado com importância. O surgimento de Hela faz com que a história contada em Asgard seja desmascarada, fato que poderia ter dado mó pano pra manga para colocar cada personagem envolvido em uma reflexão mais profunda.

Mas a Marvel não quer correr o risco de se levar a sério demais e fazer algo blasé, então assim seguiu a linha cômica e fez uma vilão que não caiu tanto nas graças. A personagem se tornou apenas a desculpa deste filme, com boas cenas de luta porém sem ser marcante.

E acho isso em si muito triste, pois  quando você coloca uma mulher em um papel majoritariamente feito por homens (quais outras mulheres estamos vendo sendo vilãs nos  filmes de herois mesmo?) essa representatividade poderia ser feita com mais cautela e empenho.

Mas entre algumas coisas peculiares e outras, é um bom filme e atende ao objetivo da franquia. Contar mais uma história e dar gancho para um desfecho muito aguardado pelos fãs em Vingadores : Guerra Infinita.

Recomendo porque é muito legal!

Sarah Campos

Sarah Campos

Fundadora do Sahssaricando. Vive com a cabeça no mundo da lua, parou no tempo do Balão Mágico e tem alma oitentinha. Gosta de assuntos bons o suficiente para render horas de conversa e é uma eterna aprendiz da vida.
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